Tratamento de canal

Como é feito o tratamento de canal, etapa por etapa

06 set 2026 · 8 min de leitura
Atualizado em 06 set 2026
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Objetos de odontologia sobre superfície clara — capa do artigo 'Como é feito o tratamento de canal', do consultório da Dra. Cléo Salustiano, dentista na Mooca, São Paulo.
Resumo
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O tratamento de canal remove a polpa inflamada ou infectada, limpa, desinfeta e sela o interior das raízes, preservando o dente. As etapas: diagnóstico com testes e radiografias, anestesia local, isolamento absoluto com lençol de borracha, abertura e localização dos canais, limpeza e modelagem com irrigação desinfetante, medida do comprimento de trabalho, medicação entre sessões quando indicada, selamento com confirmação radiográfica e restauração definitiva ou coroa. A última etapa é decisiva: sem ela, o dente enfraquecido corre risco real de fratura. No pós, sensibilidade leve ao morder por alguns dias é esperada. Na Mooca, com a Dra. Cléo Salustiano (CRO-SP 170844).

O tratamento de canal (endodontia) remove a polpa do dente que está inflamada ou infectada, limpa e desinfeta o interior das raízes, e sela esse espaço para que bactérias não voltem a ocupá-lo. O objetivo é preservar o dente — o canal existe justamente para evitar a extração.

Boa parte do medo em torno do procedimento vem de não saber o que acontece lá dentro. Quando as etapas ficam claras, o canal deixa de parecer um mistério doloroso e passa a ser o que de fato é: um procedimento de precisão feito sob anestesia.

Neste artigo, a Dra. Cléo Salustiano (CRO-SP 170844) descreve o passo a passo, do diagnóstico à restauração final, e explica por que a última etapa é tão importante quanto as primeiras.

Este artigo é do consultório da Dra. Cléo Salustiano, na Mooca. Veja a página de tratamento de canal na Mooca para entender como o tratamento é feito aqui e agendar sua avaliação.

Passo a passo

  1. Diagnóstico. Exame clínico, testes de sensibilidade e radiografias confirmam se a polpa está comprometida de forma irreversível e revelam a anatomia dos canais.
  2. Anestesia local. A região fica completamente dormente. Em dentes muito inflamados, pode ser necessário reforçar a anestesia — o que é normal.
  3. Isolamento absoluto. Um lençol de borracha isola o dente do resto da boca, mantendo o campo seco e impedindo que saliva e bactérias entrem no canal.
  4. Abertura e localização dos canais. Acesso pela coroa até a câmara da polpa, seguido da localização dos canais — que podem ser de um a quatro, com curvaturas próprias.
  5. Limpeza, modelagem e irrigação. Instrumentos finos removem o conteúdo e modelam as paredes, enquanto soluções irrigadoras desinfetam e dissolvem o que os instrumentos não alcançam.
  6. Medida do comprimento de trabalho. Com localizador apical e conferência radiográfica, para trabalhar até o fim do canal sem ultrapassar.
  7. Medicação entre sessões, quando indicada. Em alguns casos, deixa-se medicação dentro do canal para controlar a infecção — é por isso que o tratamento pode ter mais de uma sessão.
  8. Selamento do canal. O espaço limpo e seco é preenchido com material que ocupa todo o volume, impedindo a reinstalação de bactérias. Radiografia final confirma.
  9. Restauração definitiva ou coroa. Etapa não opcional: devolve resistência ao dente enfraquecido e reduz o risco de fratura, principal causa de perda de dente tratado.

O que acontece em cada etapa do canal?

Começa pelo diagnóstico. Além do exame clínico, usam-se testes de sensibilidade e radiografias para confirmar se a polpa está comprometida de forma irreversível, se há infecção na ponta da raiz e qual a anatomia dos canais daquele dente. Nem toda dor de dente é canal, e é esse exame que diferencia.

Em seguida vem a anestesia local, que deixa a região completamente dormente. É por isso que, durante o procedimento, não se sente dor — no máximo pressão ou movimento. Quando o dente está muito inflamado, pode ser necessário reforçar a anestesia, e isso é normal.

O isolamento absoluto é a etapa que quase ninguém conhece e que faz muita diferença. Coloca-se um lençol de borracha que isola o dente do resto da boca, mantendo o campo seco e impedindo que saliva e bactérias entrem no canal durante o trabalho. É um requisito técnico, não um capricho.

Faz-se então a abertura: um acesso pela coroa do dente até a câmara onde está a polpa. Por ele, os canais das raízes são localizados — e é aqui que a anatomia importa, porque um dente pode ter de um a quatro canais, com curvaturas e ramificações próprias.

Vem a limpeza e a modelagem. Com instrumentos finos, manuais ou rotatórios, o conteúdo do canal é removido e as paredes são modeladas. Ao mesmo tempo, soluções irrigadoras desinfetam e dissolvem restos que os instrumentos não alcançam — a desinfecção química é tão importante quanto a mecânica.

O comprimento de trabalho é medido para que o instrumento vá até o fim do canal, sem ultrapassar. Isso é feito com localizador apical e conferido por radiografia. Trabalhar curto deixa tecido contaminado; trabalhar longo agride a região além da raiz.

Em alguns casos, coloca-se uma medicação dentro do canal entre sessões, para controlar a infecção. É por isso que o tratamento pode ter mais de uma sessão — não é demora desnecessária, é estratégia de desinfecção.

Com o canal limpo, seco e desinfetado, faz-se o selamento: preenche-se o espaço com um material que ocupa todo o volume, impedindo que bactérias se reinstalem. Uma radiografia final confirma o preenchimento.

Por fim, a restauração. O dente sai da endodontia com um selamento provisório e precisa de uma restauração definitiva ou coroa. Essa etapa não é opcional: o dente tratado fica mais frágil e, sem proteção adequada, o risco de fratura é real.

As etapas e o que cada uma resolve
EtapaO que resolve
Diagnóstico com testes e radiografiasConfirma se é canal e revela a anatomia dos canais daquele dente
Anestesia localDeixa a região dormente durante todo o procedimento
Isolamento absolutoMantém o campo seco e impede saliva e bactérias de entrarem no canal
Abertura e localização dos canaisDá acesso à câmara da polpa e encontra todos os canais da raiz
Limpeza, modelagem e irrigaçãoRemove o conteúdo, modela as paredes e desinfeta o que o instrumento não alcança
Medida do comprimento de trabalhoGarante trabalhar até o fim do canal sem ultrapassar
Medicação entre sessões, quando indicadaControla a infecção antes do selamento
Selamento do canalPreenche todo o volume e impede a reinstalação de bactérias
Restauração definitiva ou coroaDevolve resistência e reduz o risco de fratura do dente enfraquecido

O que esperar depois e por que a restauração é decisiva?

Nos primeiros dias, é comum sentir sensibilidade leve a moderada, principalmente ao morder. Isso reflete a inflamação ao redor da raiz se resolvendo e tende a diminuir gradualmente. Dor intensa ou crescente não é o esperado e merece contato.

Enquanto a anestesia passa, evite mastigar do lado tratado. Nos primeiros dias, prefira alimentos macios e mastigue do outro lado, sobretudo enquanto o dente estiver com restauração provisória — ela protege, mas não tem a resistência da definitiva.

Se o provisório quebrar ou cair, procure a profissional para repor logo. Com o selamento comprometido, bactérias podem recontaminar o canal recém-tratado, o que é justamente o que se quer evitar.

A higiene continua normalmente, incluindo o dente tratado. E vale saber: dente tratado de canal pode ter cárie na parte remanescente, porque a coroa do dente continua exposta ao ambiente da boca. A ausência de nervo não protege contra cárie.

A restauração definitiva não deve ser adiada. Sem a polpa, o dente perde parte da hidratação interna e da capacidade de perceber sobrecarga, além de ter sido aberto para o acesso. Coroa ou restauração adequada devolvem resistência e reduzem o risco de fratura — que é a principal causa de perda de um dente tratado.

Depois de restaurado, o dente volta a funcionar normalmente na mastigação, com o mesmo bom senso dos demais: não usar como ferramenta, não morder objetos duros e, se houver bruxismo, considerar placa de proteção.

Mantenha as revisões. Nelas, acompanha-se radiograficamente a cicatrização na ponta da raiz e o estado da restauração. Um canal bem feito e bem restaurado pode durar muitos anos, e o acompanhamento é o que identifica cedo qualquer intercorrência.

Perguntas frequentes sobre tratamento de canal

Como é feito o tratamento de canal?

+

Por etapas: diagnóstico com exame e radiografias, anestesia local, isolamento absoluto, abertura e localização dos canais, limpeza e modelagem com irrigação desinfetante, selamento do canal e, por fim, restauração definitiva ou coroa.

O que é o isolamento absoluto?

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Um lençol de borracha que isola o dente do resto da boca, mantendo o campo seco e impedindo que saliva e bactérias entrem no canal durante o trabalho. É requisito técnico do procedimento.

Quantos canais tem um dente?

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Depende do dente: de um a quatro, com curvaturas e ramificações próprias. A radiografia ajuda a prever a anatomia, e a localização de todos os canais é parte crítica do tratamento.

Por que o canal pode ter mais de uma sessão?

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Em alguns casos deixa-se medicação dentro do canal entre sessões, para controlar a infecção. Não é demora desnecessária: é estratégia de desinfecção definida conforme o caso.

O que são as soluções irrigadoras?

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Substâncias que desinfetam o canal e dissolvem restos que os instrumentos não alcançam. A desinfecção química é tão importante quanto a limpeza mecânica, porque o canal tem ramificações finas.

Para que serve medir o comprimento de trabalho?

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Para instrumentar até o fim do canal sem ultrapassar. Trabalhar curto deixa tecido contaminado; trabalhar longo agride a região além da raiz. Usa-se localizador apical com conferência radiográfica.

Dói fazer canal?

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Não durante o procedimento, que é feito com anestesia local. O canal é justamente o que resolve a dor de dente que costuma antecedê-lo. No pós, é comum sensibilidade leve a moderada ao morder por alguns dias.

Por que preciso de coroa depois do canal?

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Porque o dente tratado fica mais frágil: perdeu parte da hidratação interna, não percebe sobrecarga da mesma forma e foi aberto para o acesso. A coroa ou restauração adequada devolve resistência e reduz o risco de fratura.

Posso adiar a restauração definitiva?

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Não é recomendável. O provisório protege, mas não tem a resistência da definitiva, e o selamento pode se comprometer. Fratura é a principal causa de perda de um dente tratado de canal.

O provisório caiu, o que faço?

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Procure a profissional para repor logo. Com o selamento comprometido, bactérias podem recontaminar o canal recém-tratado, o que é justamente o que o tratamento buscou evitar.

Dente tratado de canal pode ter cárie?

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Pode. A ausência de nervo não protege contra cárie: a parte remanescente do dente continua exposta ao ambiente da boca. A higiene segue essencial, incluindo o dente tratado.

Quanto tempo dura um dente tratado de canal?

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Pode durar muitos anos quando o canal é bem feito, a restauração definitiva é concluída no tempo certo e há acompanhamento. As revisões monitoram a cicatrização na ponta da raiz e o estado da restauração.

Como sei se o tratamento deu certo?

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Pelo acompanhamento clínico e radiográfico, que mostra a cicatrização na região da ponta da raiz ao longo do tempo, além da ausência de sintomas. Por isso as revisões fazem parte do tratamento.

Onde fazer tratamento de canal na Mooca?

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A Dra. Cléo Salustiano (CRO-SP 170844) atende na Rua Hipódromo, 1141, na Mooca, em São Paulo, de segunda a domingo, das 8h às 22h. Quem chega com dor costuma ser atendido com prioridade.

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