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ResumoPor que as facetas de resina falham?Como evitar as falhas e quando dá para reparar?Perguntas frequentesLeia tambémFalhas comuns em facetas de resina: por que acontecem e como evitar
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Facetas de resina falham por motivos conhecidos: manchas e perda de brilho por polimento incompleto e hábitos como café, vinho e cigarro; descolamento por contaminação na hora da colagem; lascas por borda sem apoio, mordida sem ajuste ou bruxismo sem placa; cor opaca por falta de estratificação; volume excessivo e dentes iguais por planejamento insuficiente; gengiva inflamada por excesso de resina na margem. Evitar passa por planejamento com exame e fotos, gengiva saudável antes, isolamento e polimento bem feitos, placa de bruxismo e manutenção a cada seis meses. Problemas pequenos costumam ter reparo pontual; cor, formato ou margem comprometidos em vários dentes em geral pedem refazer. A Dra. Cléo Salustiano (CRO-SP 170844) atende na Mooca, de segunda a domingo, das 8h às 22h.
As falhas mais comuns em facetas de resina são manchamento e perda de brilho, descolamento, lasca na borda, cor opaca ou artificial, excesso de volume, gengiva inflamada na margem, superfície desgastada sem textura e dentes todos iguais. Quase todas têm origem conhecida: planejamento apressado, técnica de aplicação e polimento, isolamento falho na hora da colagem, hábitos do paciente, bruxismo sem placa ou falta de manutenção. E quase todas podem ser evitadas, ou pelo menos reduzidas, quando essas etapas são respeitadas.
Falha não é sinônimo de resina ruim. A resina composta é um material previsível quando bem indicado e bem executado, e tem uma vantagem clara sobre outros materiais: na maioria das vezes, o problema pode ser reparado sem refazer tudo. O que define o resultado é o conjunto, do diagnóstico ao plano, da técnica ao polimento, e a rotina de cuidados depois.
Neste artigo, a Dra. Cléo Salustiano (CRO-SP 170844) explica quais são as falhas mais vistas em facetas em resina, por que cada uma acontece, o que costuma ser feito para corrigir e como evitar que elas apareçam.
Este artigo é do consultório da Dra. Cléo Salustiano, na Mooca. Veja a página de facetas em resina na Mooca para entender como o tratamento é feito aqui e agendar sua avaliação.
Por que as facetas de resina falham?
Manchamento e perda de brilho são as queixas mais frequentes. A resina composta tem uma parte orgânica que absorve pigmento com o tempo, e isso piora quando o polimento final foi incompleto, porque a superfície fica porosa e segura corante. Café, vinho tinto, cigarro e molhos escuros aceleram o processo. Pasta abrasiva e escovação com força riscam a superfície, e o brilho vai embora. Sem o polimento de manutenção, a faceta fica fosca e amarelada antes do esperado.
Descolamento e lasca de borda têm causas parecidas. A resina se une ao dente por adesão, e essa união depende de um campo seco e limpo. Se saliva ou sangue contaminam o esmalte na hora da colagem, a adesão fica fraca e a faceta pode soltar inteira ou em parte. Já a lasca costuma vir de borda fina demais, sem apoio no dente, ou de uma mordida que não foi ajustada ao final. Bruxismo sem placa, roer unha, morder caneta e abrir embalagens com os dentes completam a lista.
A cor errada e o aspecto opaco e artificial vêm, em geral, da técnica de estratificação. O dente natural tem camadas: uma dentina mais saturada por dentro e um esmalte translúcido por fora. Quando a faceta é feita com uma única camada de resina opaca, ela reflete a luz de modo uniforme e parece pintada. O mesmo acontece quando se escolhe um branco muito intenso sem considerar pele, lábio e os outros dentes, ou quando um dente escurecido não foi mascarado antes e a cor final sai acinzentada.
Excesso de volume e dentes grandes demais aparecem quando a resina é acrescentada sem planejamento de proporção. Dentes que já eram projetados para fora, ou um caso que pedia pequeno preparo, recebem só acréscimo, e o resultado fica abaulado e pesado. O excesso na margem perto da gengiva é ainda mais problemático: forma um degrau onde a placa bacteriana acumula, o fio dental não passa direito e a gengiva responde com vermelhidão e sangramento. Quando a gengiva já estava inflamada antes do procedimento, o problema tende a se repetir.
Por fim, há as falhas de naturalidade. Uma superfície lisa demais, sem a textura fina que o esmalte tem, reflete a luz de um jeito que denuncia a faceta, principalmente em fotos. O bruxismo e a escovação agressiva desgastam a resina com os anos e deixam a borda plana. E quando todos os dentes recebem o mesmo formato e o mesmo tamanho, o sorriso perde as pequenas diferenças que existem em qualquer dentição natural: o canino um pouco mais pontudo, o lateral um pouco menor, a borda com leve irregularidade.
| Falha | Causa provável | O que costuma ser feito |
|---|---|---|
| Manchas e perda de brilho | Polimento incompleto, superfície porosa, café, vinho e cigarro, falta de manutenção | Repolimento; se a mancha é interna, troca da camada externa ou da faceta |
| Descolamento | Contaminação por saliva ou sangue na colagem, pouco esmalte, mordida sem ajuste | Nova colagem com isolamento; revisão da mordida e dos hábitos |
| Lasca ou fratura de borda | Borda fina sem apoio, bruxismo sem placa, roer unha, abrir embalagens | Reparo pontual com resina; ajuste da mordida; placa noturna |
| Cor errada, opaca ou artificial | Camada única sem estratificação, branco escolhido sem considerar rosto e dente de base | Nova camada estratificada ou refazer a faceta |
| Volume excessivo e dentes grandes | Planejamento sem proporção, acréscimo de resina onde o caso pedia preparo | Recontorno quando há espessura; refazer quando não há |
| Gengiva inflamada na margem | Excesso de resina junto à gengiva, acabamento cervical incompleto, gengiva já inflamada antes | Remoção do excesso, acabamento da margem e tratamento gengival |
| Dentes iguais, lisos e sem textura | Mesmo formato para todos, superfície sem textura, desgaste por bruxismo | Recontorno, textura e polimento; refazer em casos extensos |
Como evitar as falhas e quando dá para reparar?
A prevenção começa antes da primeira camada de resina. O planejamento define formato, tamanho, cor e proporção de cada dente, e é ele que evita volume excessivo e dentes iguais. Na clínica, esse planejamento é feito com exame, fotos e conversa sobre o que a pessoa quer mudar. Qualquer simulação que apareça nesse processo é uma previsão de trabalho, não um compromisso com o resultado final, porque o dente real tem limites que a imagem não mostra.
A gengiva precisa estar saudável antes de qualquer faceta. Gengiva inflamada sangra, atrapalha o isolamento e distorce o contorno da margem. Por isso, limpeza e tratamento gengival são etapa anterior do plano, não impedimento. O mesmo vale para cárie e restaurações antigas: são resolvidas primeiro. Quem tem bruxismo recebe uma placa para dormir, feita sob medida, que protege as facetas e os dentes naturais do atrito noturno.
Durante a execução, três pontos pesam mais: isolamento do campo, estratificação em camadas e polimento final. O isolamento mantém o dente seco e limpo para a adesão. A estratificação dá profundidade e translucidez à cor. O polimento fecha a superfície, reduz manchas e devolve brilho e textura. Ao final, a mordida é checada e ajustada para que nenhuma borda receba carga além do que suporta.
Depois, entra a parte do paciente. Café, vinho e cigarro não são proibidos, mas pedem enxágue ou escovação logo em seguida. Escova macia, pasta sem abrasivo forte e fio dental todos os dias protegem a margem. Roer unha e abrir embalagem com os dentes são hábitos que lascam resina. E o retorno a cada seis meses, com polimento e checagem das margens, costuma prolongar bastante a vida do trabalho.
Quanto ao conserto, a regra geral é simples. Manchas superficiais, perda de brilho, pequenas lascas e um descolamento isolado em geral se resolvem com reparo pontual, porque resina nova adere à resina antiga quando a superfície é preparada. Refazer costuma ser indicado quando a cor está errada em todos os dentes, o volume ou o formato foram mal planejados, a margem já tem infiltração ou a faceta mancha por dentro. A manutenção regular adia esse momento, e a decisão de refazer facetas antigas é tomada depois de avaliar cada dente.
Faceta de resina mancha com facilidade?
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Mancha mais do que a porcelana, mas não de forma inevitável. O polimento final bem feito e o polimento de manutenção fecham a superfície e reduzem muito a absorção de pigmento. Café, vinho tinto e cigarro aceleram o processo quando não há enxágue ou escovação logo depois.
Por que a faceta de resina descola?
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Quase sempre por falha na adesão: saliva ou sangue contaminaram o dente na hora da colagem, ou o esmalte disponível era pouco. Mordida sem ajuste e hábitos como roer unha também soltam a faceta. O reparo envolve nova colagem com campo seco e revisão da causa.
Faceta de resina lascou: dá para consertar?
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Na maioria dos casos, sim. A resina permite reparo pontual: a superfície é preparada e uma nova camada é aplicada e polida na mesma sessão. Se a lasca se repete no mesmo lugar, a mordida ou um hábito precisa ser investigado.
Minha faceta ficou opaca e artificial. Tem solução?
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Tem. Quando o problema é só de superfície, o polimento devolve brilho e textura. Quando a cor é opaca por dentro, por falta de camadas, costuma ser preciso trocar a camada externa ou refazer a faceta com estratificação.
Faceta de resina pode inflamar a gengiva?
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Pode, quando sobra resina na margem junto à gengiva. O degrau acumula placa e a gengiva responde com vermelhidão e sangramento. A correção é remover o excesso, acabar a margem e tratar a gengiva; não é motivo para desistir das facetas.
Quem tem bruxismo pode fazer faceta de resina?
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Pode. O bruxismo é uma etapa anterior do plano, não um impedimento: a mordida é avaliada, as bordas são desenhadas com apoio e uma placa de uso noturno é feita sob medida. Sem a placa, o desgaste e as lascas aparecem mais cedo.
Quando é preciso refazer em vez de reparar?
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Quando a falha é de planejamento ou atinge vários dentes: cor errada no conjunto, volume ou formato exagerados, margem com infiltração ou resina manchada por dentro. Falhas pontuais, como uma lasca ou uma mancha superficial, costumam ter reparo.
Onde avaliar falhas em facetas de resina na Mooca?
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A Dra. Cléo Salustiano (CRO-SP 170844) atende na Rua Hipódromo, 1141, na Mooca, perto do metrô Bresser-Mooca, de segunda a domingo, das 8h às 22h. Na avaliação, cada faceta é examinada para definir o que pode ser reparado e o que precisa ser refeito.