Saúde da gengiva

Gengivoplastia: o que é, indicações, recuperação e limites

03 out 2026 · 7 min de leitura
Atualizado em 03 out 2026
Sorriso com contorno de gengiva harmonioso — capa do artigo 'Gengivoplastia: o que é, indicações, recuperação e limites', do consultório da Dra. Cléo Salustiano, dentista na Mooca, São Paulo.
Resumo
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A gengivoplastia é uma pequena cirurgia, feita com anestesia local, que remodela o contorno da gengiva para mostrar mais do dente. É indicada para sorriso gengival por excesso de gengiva, assimetrias e preparo antes de facetas, lentes ou coroas. A recuperação costuma ser tranquila, com cuidados de alimentação e higiene nos primeiros dias, e o contorno final leva mais tempo para estabilizar. O limite é anatômico: se a gengiva estiver muito perto do osso, o caso pede aumento de coroa com ajuste ósseo; se a causa for o lábio, o osso da maxila ou a posição dos dentes, outros tratamentos entram no plano. A Dra. Cléo Salustiano (CRO-SP 170844) atende na Mooca, de segunda a domingo, das 8h às 22h, e a avaliação define qual é o caminho do seu caso.

A gengivoplastia é uma pequena cirurgia que remodela o contorno da gengiva para deixá-lo mais harmonioso, mostrando uma parte maior do dente. Ela é indicada principalmente quando há excesso de gengiva sobre os dentes, assimetria entre um dente e outro ou quando o contorno precisa ser acertado antes de facetas e lentes. É feita com anestesia local, em consultório, e a recuperação costuma ser tranquila.

O ponto mais importante, e o que pouca gente explica, é que a gengivoplastia não resolve todo tipo de "gengiva aparecendo demais". Se a causa estiver no osso, no lábio ou na posição dos dentes, remover gengiva sozinha pode não funcionar, e a gengiva tende a voltar. Por isso, a indicação vem do exame, não da foto do sorriso.

Neste artigo, a Dra. Cléo Salustiano (CRO-SP 170844) explica quando a gengivoplastia faz sentido, como é o procedimento, o que esperar da recuperação e quais casos pedem outro caminho. Se o seu objetivo final são facetas, vale ler também sobre a saúde da gengiva antes de facetas e clareamento.

Este artigo é do consultório da Dra. Cléo Salustiano, na Mooca. Veja a página de saúde da gengiva na Mooca para entender como o tratamento é feito aqui e agendar sua avaliação.

Como é feita a gengivoplastia e quando ela é indicada?

A gengivoplastia é feita removendo e modelando uma pequena faixa de gengiva na borda dos dentes, sob anestesia local, até chegar ao contorno planejado. Antes de qualquer corte, a dentista mede quanto de gengiva existe acima do osso em cada dente, com uma sonda delicada e, quando necessário, com radiografia ou tomografia. Essa medida define se é possível remover gengiva sem invadir o espaço que a gengiva precisa ter para continuar saudável.

As indicações mais comuns são três. A primeira é o sorriso gengival causado por excesso de gengiva, quando os dentes parecem curtos porque a gengiva cobre parte deles. A segunda é a assimetria: um dente com a gengiva mais baixa que o vizinho, o que chama atenção no sorriso. A terceira é o preparo para facetas, lentes ou coroas, quando o contorno da gengiva precisa ser acertado para que o trabalho estético fique proporcional. Também há casos de gengiva aumentada por inflamação ou por alguns medicamentos, mas nesses a inflamação é tratada antes, e muitas vezes a gengiva desincha sem cirurgia.

O procedimento em si costuma ser rápido para poucos dentes. Pode ser feito com bisturi, com laser ou com eletrocirurgia, conforme o caso e a técnica de cada profissional. O desenho do novo contorno é planejado antes, levando em conta o formato dos dentes, a linha do sorriso e a simetria entre os lados. Não há promessa de um número exato de milímetros: o limite é o que a gengiva e o osso daquele paciente permitem.

Aqui está o limite principal. Quando a gengiva está muito próxima do osso, ou quando o próprio osso cobre parte da coroa do dente, remover só gengiva não basta: ela tende a crescer de volta até a distância que o corpo considera natural. Nesses casos, o procedimento indicado é outro, o aumento de coroa clínica com ajuste ósseo, uma cirurgia periodontal mais ampla. E se o excesso de gengiva aparente vier do lábio que sobe demais, do crescimento vertical do osso da maxila ou da posição dos dentes, a solução passa por outros tratamentos, como ortodontia ou cirurgia ortognática, e a gengivoplastia pode não ter papel nenhum.

Em resumo, a gengivoplastia é indicada quando o problema é realmente de gengiva sobrando, com gengiva saudável e espaço suficiente até o osso. A avaliação de saúde da gengiva é o que separa esses cenários, e é comum descobrir que o caso pede uma combinação de etapas, e não um único procedimento.

Gengivoplastia ou outro tratamento? Depende da causa
O que o exame mostraCaminho mais provável
Excesso de gengiva saudável, com espaço suficiente até o ossoGengivoplastia
Gengiva muito próxima do osso ou osso cobrindo parte do denteAumento de coroa clínica com ajuste ósseo
Gengiva aumentada por inflamaçãoTratamento da inflamação antes; reavaliar depois
Lábio superior que sobe além do habitual ao sorrirAbordagem do lábio (outras opções, não a gengivoplastia)
Crescimento vertical do osso da maxilaAvaliação ortodôntica e, em alguns casos, cirurgia ortognática
Dentes curtos por desgasteReabilitação dos dentes, às vezes combinada com ajuste de gengiva

Como é a recuperação e quais cuidados depois da gengivoplastia?

A recuperação da gengivoplastia costuma ser tranquila: a maioria das pessoas sente um leve desconforto nos primeiros dias, controlado com os medicamentos orientados pela dentista, e volta à rotina rapidamente. A gengiva fica sensível e avermelhada no início, e a cicatrização superficial costuma acontecer nas primeiras semanas. O contorno final, porém, leva mais tempo para estabilizar, e esse tempo varia de pessoa para pessoa.

Nos primeiros dias, as orientações mais comuns são: preferir alimentos mornos ou frios e macios, evitar alimentos muito quentes, ácidos, apimentados ou duros na região, não fumar e evitar bebidas alcoólicas. A escovação continua, mas com escova macia e cuidado na área operada, seguindo exatamente o que for orientado, às vezes com um enxaguatório indicado para esse período. Mexer na região com a língua ou com os dedos atrapalha a cicatrização.

Se o objetivo é fazer facetas, lentes ou coroas depois, é preciso esperar a gengiva estabilizar antes do trabalho definitivo. Se a resina ou a porcelana for feita sobre uma gengiva que ainda está se acomodando, a borda pode ficar aparente depois. O intervalo de espera é definido no acompanhamento, olhando a gengiva de perto, e não por um prazo fixo igual para todos.

Vale procurar a dentista antes do retorno marcado se houver sangramento que não para com compressão leve, inchaço que aumenta depois do terceiro dia, febre ou dor que aumenta em vez de diminuir com o passar dos dias. São situações pouco comuns, mas que merecem ser vistas.

No longo prazo, o resultado depende de manter a gengiva saudável. Escovação bem feita, fio dental e limpezas periódicas ajudam a evitar inflamação, que pode alterar o contorno com o tempo. Na prática clínica, é comum observar que pacientes que mantêm a rotina de higiene conservam o contorno estável por muitos anos, mas ninguém consegue prever com exatidão como cada gengiva vai se comportar.

Perguntas frequentes sobre saúde da gengiva

Gengivoplastia dói?

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O procedimento é feito com anestesia local, então não se sente dor durante a cirurgia. Nos dias seguintes pode haver um desconforto leve, geralmente controlado com os medicamentos orientados pela dentista.

Qual a diferença entre gengivoplastia e gengivectomia?

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Os termos são próximos e muitas vezes usados juntos. A gengivectomia remove uma faixa de gengiva; a gengivoplastia remodela o contorno para deixá-lo harmonioso. Na prática estética, os dois costumam acontecer no mesmo procedimento.

A gengiva cresce de novo depois da gengivoplastia?

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Pode crescer quando o caso não era só de gengiva, por exemplo quando ela estava muito perto do osso. Por isso a medição antes da cirurgia é tão importante. Inflamação por higiene deficiente também pode alterar o contorno com o tempo.

Quanto tempo leva a recuperação?

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A cicatrização superficial costuma acontecer nas primeiras semanas, e a maioria das pessoas volta à rotina em poucos dias. O contorno final leva mais tempo para estabilizar, e esse tempo varia de pessoa para pessoa.

Preciso fazer gengivoplastia antes das facetas?

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Nem sempre. Ela é indicada quando o contorno da gengiva está desproporcional ou assimétrico a ponto de afetar o resultado das facetas. Se a gengiva estiver inflamada, o primeiro passo é tratar a inflamação, e isso faz parte do caminho, não impede as facetas.

Quanto tempo esperar entre a gengivoplastia e as facetas?

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O tempo é definido no acompanhamento, conforme a gengiva estabiliza. Fazer o trabalho definitivo cedo demais pode deixar a borda aparente depois. Não existe um prazo fixo igual para todos.

Gengivoplastia resolve todo sorriso gengival?

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Não. Ela resolve o sorriso gengival causado por excesso de gengiva. Quando a causa é o lábio que sobe demais, o crescimento do osso da maxila ou a posição dos dentes, outros tratamentos entram no plano.

Onde avaliar se a gengivoplastia é indicada para mim na Mooca?

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A Dra. Cléo Salustiano (CRO-SP 170844) atende na Rua Hipódromo, 1141, na Mooca, perto do metrô Bresser-Mooca, de segunda a domingo, das 8h às 22h. A avaliação dura cerca de 30 minutos e define se o seu caso pede gengivoplastia, outro procedimento ou nenhum.

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